A Prefeitura, por meio da Secretária Municipal Adjunta de Saúde, Alessandra Dias Marin, respondeu ao Requerimento nº 105/2026, da Vereadora Andrea Cristina Moreto Gonçalves, envolvendo o atendimento de animais pela Unidade de Zoonoses de Jales.
No Requerimento, Moreto perguntou se a Unidade está realizando atualmente esse atendimento. Em caso negativo, quis saber desde quando foi interrompido e quais os motivos que levaram à medida.
Em ofício, Marin respondeu afirmativamente ao questionamento, “desde que o atendimento seja para animais acometidos ou suspeitos de zoonoses (doença transmitidas entre animais e pessoas)”.
Outra dúvida da Vereadora foi se a unidade realiza atualmente procedimentos de castração de cães e gatos. Em possibilidade negativa, solicitou saber os motivos e se existe previsão para a retomada desses procedimentos.
A resposta foi que as castrações realizadas na Unidade de Zoonoses são apenas para animais adotados na unidade e para animais que passaram por tratamento de zoonoses passível de cura.
Mais uma questão levantada por Moreto no Requerimento foi se o espaço realiza tratamento de animais diagnosticados com esporotricose. Se sim, pediu para saber como funciona o atendimento e o tratamento oferecido. Em caso negativo, quis saber qual serviço da rede municipal é responsável pelo atendimento desses animais.
Conforme Marin no ofício, a Unidade de Controle de Zoonoses realiza atendimento e tratamento “quando passível de tal ação - dependendo do estágio da doença e comportamento do animal - em animais suspeitos de esporotricose, pois o município não disponibiliza meio de diagnóstico para a referida doença”.
Ainda, Moreto indagou qual é a situação atual da esporotricose em Jales, e solicitou saber, se possível, o número de casos registrados nos últimos dois anos e as medidas que vêm sendo adotadas para prevenção e controle da doença.
A Secretária reforçou que o município não disponibiliza meio de diagnóstico para esporotricose animal, “sendo assim incapaz de computar casos positivos”. “Quando o animal apresenta suspeita clínica, o município disponibiliza medicamento indicado, acompanhando o animal de forma a constatar ou não a melhora nos sintomas”, informou.
A Vereadora também questionou se o projeto “Captura, Esterilização (castração) e Devolução no Ambiente – CED”, encaminhado à Secretaria Municipal de Saúde como alternativa para o controle populacional de gatos e para a redução de animais em situação de vulnerabilidade, foi analisado pelo Poder Executivo. Se sim, pediu para saber qual foi o resultado da análise.
O projeto não foi analisado pelo Poder Executivo, de acordo com Marin no ofício.
Por último, Moreto perguntou se existe a possibilidade de implantação do projeto CED no município, como medida de controle populacional de gatos e de prevenção e redução de situações que possam contribuir para a disseminação da esporotricose. Em caso negativo, quis saber os motivos que inviabilizam sua implantação.
Marin respondeu que a medida poderá ser avaliada futuramente, “considerando sua relevância como estratégia de controle populacional de gatos e de prevenção e redução de situações que possam contribuir para a disseminação da esporotricose”.
“No momento, entretanto, sua implantação está condicionada à disponibilidade orçamentária e financeira do município, bem como à existência de estrutura e recursos humanos adequados para a execução e acompanhamento das ações. Dessa forma, não se descarta a possibilidade de implantação do projeto CED em momento oportuno, mediante planejamento e avaliação das condições técnicas, administrativas, orçamentárias e financeiras necessárias à sua execução”, apontou a Secretária.
Outros detalhes sobre o Requerimento e a resposta estão disponíveis no link https://jales.siscam.com.br/Documentos/Documento/55474.

Saturday, 17 de October de 2026 
